Itália, campeã também na gastronomia!! 19/08/2009
Posted by danielrickes in Uncategorized.Tags: alpes, amendoas, arroz, cozinha, gastronomia, iguaria, ingredientes, itália, piemonte, sabor, sofisticada, sul
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Rica como sua arte — música, pintura, arquitetura, escultura ou cinema, passando pela moda e o design —, a Itália também se orgulha de sua gastronomia.
Versátil, sofisticada ou simples como a cozinha das regiões das montanhas, caracterizada pelo produção leiteira e de alimentos naturais, a gastronomia do país de Michelangelo não comporta uma característica única. É unânime a opinião de estudiosos: cada região italiana possui a sua cozinha própria, com um sabor e ingredientes particulares. Assim como a Itália escreveu o seu nome na história da arte e do pensamento mundial, mestria semelhante foi utilizada para compor a sua gastronomia que, afinal, é uma maneira de expressão de um povo, no caso, os italianos. Mas essas saborosas receitas não ficaram restritas apenas aos patrícios de Leonardo Da Vinci, e foram parar no Novo Mundo. A partir de 1900, italianos migraram para Nova Iorque, Buenos Aires e São Paulo, tornando internacionais pratos como seus famosos spaghetti e pizzas.
Habilidosos como os mestres da Renascença, os cozinheiros italianos conseguiram misturar ingredientes de algumas etnias, como os árabes e espanhóis. Aprenderam com os árabes as técnicas de produzir frutas secas como figos e passas, além da utilização de açúcar, arroz, canela, açafrão, beringela e os doces de marzipã, feito com amêndoas. Souberam aproveitar alimentos vindos do Novo Mundo: tomate, batata, feijão, milho, cacau, rum e café.
Só que os italianos transformaram esses produtos, basta citar o famoso cappuccino, e da batata fizeram o nhoque, juntando ovos, batata e farinha de trigo. Conforme o historiador e estudioso em gastronomia, Rudolf Trefzer, no livro “Os Sabores do Piemonte”, editora Senac – São Paulo, a batata é um alimento que contribuiu, como poucos, para modificar os hábitos alimentares na Europa. Originário do Peru, o tubérculo chegou ao Velho Mundo no século XVI, sendo inicialmente plantada como curiosidade botânica em jardins ornamentais, informa Rudolf Trefzer. Aos poucos, a batata se impõe como alimento, sendo consumida principalmente pela população pobre das áreas rurais a partir do século XVIII. Mas é na região italiana do Piemonte que a batata mostra a sua versatilidade, sendo transformada em deliciosos nhoques. Serviu também como base para inúmeros pratos não apenas da cozinha piemontesa, mas da gastronomia italiana em geral. O arroz é outro produto que foi incorporado por essa cozinha, sobretudo na preparação de outra iguaria típica da região dos Alpes italianos, os risotos, temperados com manteiga, acafrão e queijo.
Para cada região da bella Itália, corresponde uma cozinha típica. A do Piemonte, localizada no noroeste italiano tendo como limite os Alpes, caracterizada pelas montanhas, as carnes, os vinhos, a grappa (cachaça italiana), hortaliças, risotos e os nhoques figuram entre os principais. Tudo temperado com manteiga, assim como queijos de sabor acentuado, tanto de leite de vaca como de cabra e ovelha. Consta que dos cerca de 403 tipos de queijos existentes, apenas na Itália, 64 são originários do Piemonte, sendo um dos mais conhecidos o gorgonzola. Sem contar com os doces, principalmente as tortas de avelãs, acompanhadas por um delicioso café. O chocolate é presença constante nas sobremesas piemontesas.
As diferenças gastronômicas são verificadas entre as regiões, como Norte e Sul ou de uma cidade para outra. No Norte da Itália, podem ser observados traços das cozinhas francesa, austríaca e húngara, caracterizada pelo uso de produtos derivados do leite. No Sul, os árabes deixaram a sua herança sendo materializada no uso de molho de tomate, pouca carne bovina e muito carne de coelho, porco e de cabra. O sabor das montanhas é caracterizado pelo uso de caça e cogumelos.
No litoral, os peixes e frutos do mar servem de base para inúmeras iguarias. A cozinha mediterrânea está também presente nessa miscelânea da gastronomia italiana, rica em frutas, verduras, peixes, pouca carne e muito óleo de oliva. Mas a carta gastronômica italiana inclui, ainda, salames, queijos, vinhos e a famosa grappa.
SORVETE – DELÍCIA QUE ALIMENTA 17/08/2009
Posted by danielrickes in Uncategorized.Tags: calor, calorias, granité, sabores, semifredo, sorbet, sorvete, verão
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Quem não gosta de sorvete? Acho que ninguém. Com suas inúmeras opções de sabores, texturas e formas de ser consumido, o sorvete é, praticamente, uma deliciosa e refrescante unanimidade, ainda mais nos dias de calor.
Ele fica mais gostoso ainda quando lembramos que, do ponto de vista nutricional, o sorvete é um alimento completo, pois contém proteínas, açúcares, gordura vegetal e/ou animal, vitaminas A, B1, B2, B6, C, D, K, cálcio, fósforo e outros minerais essenciais numa nutrição balanceada. É um complemento alimentar de alto valor nutritivo, sem ser excessivamente calórico. Para se ter uma idéia, 100g de sorvete de creme têm 208 calorias, enquanto a mesma quantidade de pão francês tem 269 e de ovo frito, 216. Mas é bom não abusar. Estes dados podem variar, dependendo dos ingredientes usados na elaboração de cada sorvete. Se produzido com ovos ou leite fornecerá uma maior quantidade de proteína e gordura que os a base de água. Por isso, quem vive de olho na balança e não quiser apelar para alguma opção diet ou light (já existem algumas no mercado) deve optar por um picolé de fruta, no lugar de um de sorvete de massa. O recomendável, portanto, é observar as calorias indicadas na embalagem e consumir moderadamente.
Pequeno Glossário
Sorvete: sobremesa gelada feita a partir do resfriamento de misturas com sabores diversos. O resfriamento é feito em máquinas específicas compostas por tanques frios e pás para que a mistura gele e bata simultaneamente.
Sorbet: tipo de sorvete feito à base de água, mais macio e granuloso que os sorvetes tradicionais, não contém gordura nem gemas.
Semifredo: mousse congelada, tem textura mais leve, menos gordura e é mais instável que os sorvetes. Pode ser feito de diversos sabores, sempre respeitando uma fórmula básica: merengue italiano + creme confeiteiro + creme chantilly + aroma (chocolate derretido, purê de frutas, etc).
Granité: tipo italiano de sorbet, é uma preparação “meio-congelada” com textura muito granular feita com um xarope açucarado aromatizado com café ou algum outro licor.
Tortellini: uma massa inspirada em Vênus 10/08/2009
Posted by danielrickes in Cultura gastronômica.add a comment
Os italianos espalharam as massas – as jóias mais cobiçadas de seu patrimônio gastronômico – pelo mundo, com nomes diferentes, preparos divergentes, molhos variados e recheios múltiplos. Acolhidas por diversas culinárias nacionais, ganharam milhões de apreciadores. Nunca foram tão populares no mundo. O acervo italiano foi exportado com seu “imbróglio”. No Brasil, a maioria das pessoas não consegue estabelecer diferença entre tortellini e cappelletti, por exemplo. Ambas as massas recheadas são típicas da Emília-Romanha, na região setentrional da Itália. O tortellini é menor, possui massa mais fina e menos recheio. Quando cru, cabem 10 numa colher de sopa e 12 após o cozimento. Bolonha e Modena disputam há séculos sua paternidade e até registraram as receitas em cartório. São bastante parecidas, mas as duas cidades não pensam assim.
Em Bolonha, a carne de porco usada no recheio do tortellini marina dois dias em alho, alecrim, sal e pimenta. A seguir, é transformada em um composto, de presunto cru, mortadela, queijo parmesão, ovo, manteiga e noz-moscada. Isso ocorre 24 horas antes da colocação na massa e desta ser moldada no seu formato característico. Cozinha em caldo de frango capão ou de boi, com um osso dentro. Em Modena, a carne de porco fica pouco tempo no fogo, para conservar os sucos. No recheio, também entram presunto cru, mortadela, queijo parmesão, ovo, noz-moscada, pimenta-branca e sal. A massa recheada cozinha em caldo de galinha. Já o cappelletti é preparação típica da sub-região da Romanha, cuja capital é Ravenna, e da cidade de Reggio nell’Emília. O recheio também varia. Na Romanha, combina três tipos de queijo. O cappelletti da Reggio nell’Emília pode ser feito com três diferentes recheios, possuindo como denominador comum o queijo grana padano, o ovo e a noz-moscada. A receita mais pobre usa miolo de pão embebido no toucinho derretido.
Tortellini e cappelletti são heranças da culinária medieval. Debutaram oficialmente na cozinha como sopa, ao lado do anolini – outra massa recheada italiana, em formato redondo ou de meia lua, característica das cidades de Parma e Piacenza. O trio foi mencionado na obra Crônica, escrita no século 13 pelo frade franciscano Salimbene de Adam, natural da Emília-Romanha.
Lenda - No fim do século 18, um engenheiro chamado Giuseppe Ceri ajudou a consolidar essa lenda. Disse que a massa nasceu na localidade de Castelfranco Emilia, na estrada que liga Bolonha a Modena, inspirada no umbigo de Vênus, deusa do amor e da beleza. Após uma noite de amor a três, da qual participaram Baco, deus do vinho e da embriaguez, e Marte, deus da guerra, ela acordou sozinha. Acreditando ter sido abandonada, chamou o dono da hospedagem para saber se os parceiros haviam partido. Sua nudez extasiou o homem, que desceu à cozinha e fez uma massa reproduzindo o divino umbigo. Uma história parecida, com outros personagens, fala de um taverneiro que espiou uma bela mulher pelo buraco da fechadura. Igualmente deslumbrado, homenageou o umbigo feminino com uma massa recheada.