Carnes Argentinas 13/04/2010
Posted by danielrickes in Cultura gastronômica.Tags: argentina, carne, cebola, ovos, pampas
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Quando se fala em Argentina, pensa-se logo na melhor carne do mundo. Os grandes pratos nacionais são à base das maravilhosas carnes argentinas. O expoente máximo da culinária nacional é o asado criolo: asado de tira (tiras de costela), vacío (fraldão), morcilla (lingüiça de sangue), chorizos (lingüiças) e miúdos, como mollejas (timo), riñones (rins), chinchulines (tripas) e criadilla (testículos). Assados em uma grelha (daí o nome parrilla para o churrasco argentino), sob um colchão de brasas de madeira dura ou carvão, tais cortes e miúdos constituem o cartão-postal da culinária do país. As carnes geralmente vêm acompanhadas de batatas (papas fritas), saladas (ensaladas) e provolone grelhado e temperado (provoletta). Porém, parece disseminar nos restaurantes argentinos a tendência de divulgar mais os pratos tradicionais do que os pratos típicos dos primeiros habitantes da região. Entre os primeiros, estão embutidas várias influências estrangeiras vindas dos imigrantes, como espanhóis e italianos
Outros pratos típicos
O tradicional puchero criolo é uma modificação do cozido espanhol; é feito com mais carne (entre elas vitela, chouriço, toucinho, frango e paio) e menos grão-de-bico, como dizem os espanhóis.
A carbonada (o nome vem do inglês carbonade ou do francês charbonne) — que significa carvão—, outro prato típico portenho, deve ter sua origem nas carbonnades francesas, que são carnes cozidas em panela sobre brasas de carvão ou diretamente nas chamas.
Mas há mais a conhecer na culinária dos Pampas. As famosas empanadas, uma leve massa recheada com pedacinhos de carne, cebola, ovos, azeitonas e temperos, têm origem na “empanada galega”, à base de peixe.
Além das parrillas, a maioria dos restaurantes portenhos serve massas —- como o popular nhoque —-, guisados, cozidos, peixes e frutos do mar.
História dos Pampas
Pratos à base de milho como locro (carne guisada variadas, como a de porco e boi, com batatas e milho), tamales (folhas de milho recheadas com carne de boi, porco e frango) e humitas (creme de milho cozido e temperado, espécie de pamonha salgada, servido em folhas de milho), constituíram a dieta comum dos primeiros habitantes dos Pampas. Tais pratos ainda persistem no Norte.
Mas a chegada dos colonizadores espanhóis no século 16 começou a modificar os hábitos alimentares dos argentinos. E as migrações espanholas e italianas em massa, entre os séculos 19 e 20, alteraram ainda mais o perfil gastronômico do território da Nova República Americana.
Imigrantes galeses e ingleses ocuparam a Patagônia. Árabes, alemães e judeus se instalaram no nordeste do país. Todos esses povos contribuíram para caracterizar a culinária argentina atual.
e claro tudo isso acompanhado de uma cerveja NORTEÑA.
Bom vejamos, pelo o que eu sei ela descende do pão que os romanos assavam sobre uma pedra no fogo, coberto de cinzas, e chamavam de Panis focacius – pão do fogo, em tradução livre. É preparada em toda a costa norte do Mediterrâneo, mas especialmente apreciada na França – onde leva o nome de fougasse no sul e de fouace no norte – e na Itália, país em que é adorada e identificada por diferentes nomes regionais. Denominava-se focaccia ou fugassa, na Ligúria; crescentina, em Bolonha; schiacciata, em Roma, Florença e em algumas áreas da Itália Central; fitascetta, na Lombardia. Na Sicília, o nome varia de acordo com o formato: a retangular e baixa é conhecida como scaccia ou scaccetta; redonda e cozida em assadeira funda vira ‘mpanata. Pode ser simples ou combinada com vários ingredientes. Doce ou salgada. E também feita em forma de torta, com recheio entremeado à massa. Entretanto, há um cuidado fundamental na hora do consumo: precisa ser servida quentinha, recém-tirada do forno.A focaccia mais célebre leva apenas um pouco de sal grosso, um raminho de alecrim e óleo de oliva. Simples, perfumada, deliciosa. Mas, em 2000 anos de história, a massa foi combinada com incontáveis produtos, das ervas aromáticas aos queijos, sem esquecer os embutidos, legumes e até peixes, dando origem a diversas variações regionais.