jump to navigation

PROSCIUTTO CRUDO…che buono 16/06/2010

Posted by danielrickes in Cultura gastronômica.
Tags: , , , , , , , , , ,
add a comment

Em vários países da Europa são produzidos presuntos, incluindo aí a Suiça, a Inglaterra, a Alemanha e a Iugoslávia. Mas nenhum deles é tão famoso ao redor do mundo como os presuntos crus da Itália e da Espanha. São produtos de origem, com processos de preparo rigorosos e suscetíveis aos rigores do clima, assim como os vinhos.

A palavra presunto (prosciútto) vem do latim Perexutus, que significa ‘privado de qualquer líquido’. E a explicação em latim é justamente parte do processo de preparo dos presuntos crus, a retirada dos líquidos da carne, seja gordura ou água. O processo, passado de pai para filho e com pequenas variações de região para região, começa com o pernil do porco sendo pendurado em um local arejado, com temperatura controlada, para perder o excesso de gordura e líquidos e assumir o seu formato tradicional. Depois disso começa uma fase onde cada pernil é massageado  e recoberto com sal variadas vezes por, em média, um mês. Para estarem curados, secos e prontos para o mercado, o tempo de preparação pode levar até oito meses, tanto para os italianos quanto para os espanhóis.

A diferença básica entre os presuntos crus dos dois países é, principalmente a raça dos porcos, seu tipo de alimentação e a região onde são criados. Na Espanha, por exemplo, a raça de porcos utilizada para fazer presunto é o Pata Negra , são animais criados livres, em grandes propriedades e com uma alimentação rica, que inclui as bolotas de azinheira. Seu sabor é, por vezes, mais rústico e intenso do que os italianos, por conta de sua genética que permite que a gordura passe entre as fibras musculares.

Na hora de comprar, uma vez que você vai pagar caro qualquer que seja a sua escolha, certifique-se de que os presuntos são mesmo de onde dizem ser. O italiano de San Daniele, da região italiana de Friuli, tem um selo com o desenho do presunto e suas iniciais SD. Já o italiano da cidade de Parma  tem um desenho de uma coroa, com o nome Parma dentro. O Jamon Serrano de Andaluzia tem a marca de uma letra “S” estilizada e Pata Negra  tem um selo negro com seu nome. Prefira sempre os presuntos fatiados na hora da compra.

Mascarpone…o que é?? 11/11/2009

Posted by danielrickes in Cultura gastronômica.
Tags: , , , , , , ,
add a comment

mascarponeMascarpone é um queijo de origem italiana, cremoso e de textura cremosa com alto teor de gordura. É obtido a partir da nata (que é aquecida), à qual se adiciona ácido cítrico ou tartárico, que provoca a coagulação.
Com esse queijo foi criada a receita original do Tiramisu, uma sobresa clássica da culinária Italiana a base de mascarpone e café. Como seu preço não é muito acessível, algumas pessoas preferem, ao fazer o tiramissu, substituir o mascarpone por Cream Cheese. O Mascarpone é uma variedade de queijo originária da região da Lombardia, na Itália. Apresenta massa de consistência muito cremosa, obtida através de uma mistura de leite de vacas – alimentadas com uma ração especial de ervas e flores – e uma solução de ácido tartárico. O queijo originou-se, aparentemente, na área entre Lodi e Abbiategrasso no Oeste e no Sul de Milão, provavelmente, no final do século XVI ou início do sécul XVII. Existem controvérsias quanto à origem do seu nome. Alguns estudiosos afirmam que o nome provém do termo espanhol más do que bueno (melhor do que bom), embora esta conclusão seja devida às observações feitas, à época, por militares espanhóis, quando a Lombardia era dominada pela Espanha. O nome pode ter origem, também, no termo mascarpa (queijo envelhecido), ou pode ter sido resultante do termo mascarpia que, no dialeto local, era a palavra que identificava a ricotta, uma vez que ambos os queijos são feitos por um processo idêntico. Há que se considerar, também, que o mascarpone pode ter sido originado como um subproduto de outros queijos. Originalmente, era produzido no Outono e no Inverno, para o consumo imediato. Geralmente, o queijo é vendido logo ao término do processo de fabricação e deve ser consumido imediatamente. Se refrigerado, pode durar aproximadamente uma semana.

Itália, campeã também na gastronomia!! 19/08/2009

Posted by danielrickes in Uncategorized.
Tags: , , , , , , , , , , ,
add a comment

3Rica como sua arte — música, pintura, arquitetura, escultura ou cinema, passando pela moda e o design —, a Itália também se orgulha de sua gastronomia.
Versátil, sofisticada ou simples como a cozinha das regiões das montanhas, caracterizada pelo produção leiteira e de alimentos naturais, a gastronomia do país de Michelangelo não comporta uma característica única. É unânime a opinião de estudiosos: cada região italiana possui a sua cozinha própria, com um sabor e ingredientes particulares.
Assim como a Itália escreveu o seu nome na história da arte e do pensamento mundial, mestria semelhante foi utilizada para compor a sua gastronomia que, afinal, é uma maneira de expressão de um povo, no caso, os italianos. Mas essas saborosas receitas não ficaram restritas apenas aos patrícios de Leonardo Da Vinci, e foram parar no Novo Mundo. A partir de 1900, italianos migraram para Nova Iorque, Buenos Aires e São Paulo, tornando internacionais pratos como seus famosos spaghetti e pizzas.
Habilidosos como os mestres da Renascença, os cozinheiros italianos conseguiram misturar ingredientes de algumas etnias, como os árabes e espanhóis. Aprenderam com os árabes as técnicas de produzir frutas secas como figos e passas, além da utilização de açúcar, arroz, canela, açafrão, beringela e os doces de marzipã, feito com amêndoas. Souberam aproveitar alimentos vindos do Novo Mundo: tomate, batata, feijão, milho, cacau, rum e café.
Só que os italianos transformaram esses produtos, basta citar o famoso cappuccino, e da batata fizeram o nhoque, juntando ovos, batata e farinha de trigo. Conforme o historiador e estudioso em gastronomia, Rudolf Trefzer, no livro “Os Sabores do Piemonte”, editora Senac – São Paulo, a batata é um alimento que contribuiu, como poucos, para modificar os hábitos alimentares na Europa. Originário do Peru, o tubérculo chegou ao Velho Mundo no século XVI, sendo inicialmente plantada como curiosidade botânica em jardins ornamentais, informa Rudolf Trefzer. Aos poucos, a batata se impõe como alimento, sendo consumida principalmente pela população pobre das áreas rurais a partir do século XVIII. Mas é na região italiana do Piemonte que a batata mostra a sua versatilidade, sendo transformada em deliciosos nhoques. Serviu também como base para inúmeros pratos não apenas da cozinha piemontesa, mas da gastronomia italiana em geral. O arroz é outro produto que foi incorporado por essa cozinha, sobretudo na preparação de outra iguaria típica da região dos Alpes italianos, os risotos, temperados com manteiga, acafrão e queijo.
Para cada região da bella Itália, corresponde uma cozinha típica. A do Piemonte, localizada no noroeste italiano tendo como limite os Alpes, caracterizada pelas montanhas, as carnes, os vinhos, a grappa (cachaça italiana), hortaliças, risotos e os nhoques figuram entre os principais. Tudo temperado com manteiga, assim como queijos de sabor acentuado, tanto de leite de vaca como de cabra e ovelha. Consta que dos cerca de 403 tipos de queijos existentes, apenas na Itália, 64 são originários do Piemonte, sendo um dos mais conhecidos o gorgonzola. Sem contar com os doces, principalmente as tortas de avelãs, acompanhadas por um delicioso café. O chocolate é presença constante nas sobremesas piemontesas.
As diferenças gastronômicas são verificadas entre as regiões, como Norte e Sul ou de uma cidade para outra. No Norte da Itália, podem ser observados traços das cozinhas francesa, austríaca e húngara, caracterizada pelo uso de produtos derivados do leite. No Sul, os árabes deixaram a sua herança sendo materializada no uso de molho de tomate, pouca carne bovina e muito carne de coelho, porco e de cabra. O sabor das montanhas é caracterizado pelo uso de caça e cogumelos.
No litoral, os peixes e frutos do mar servem de base para inúmeras iguarias. A cozinha mediterrânea está também presente nessa miscelânea da gastronomia italiana, rica em frutas, verduras, peixes, pouca carne e muito óleo de oliva. Mas a carta gastronômica italiana inclui, ainda, salames, queijos, vinhos e a famosa grappa.

focaccia, scaccetta, sardenara… 29/06/2009

Posted by danielrickes in Cultura gastronômica.
Tags: , , , , , , , ,
add a comment

BG6775Bom vejamos, pelo o que eu sei ela descende do pão que os romanos assavam sobre uma pedra no fogo, coberto de cinzas, e chamavam de Panis focacius – pão do fogo, em tradução livre. É preparada em toda a costa norte do Mediterrâneo, mas especialmente apreciada na França – onde leva o nome de fougasse no sul e de fouace no norte – e na Itália, país em que é adorada e identificada por diferentes nomes regionais. Denominava-se focaccia ou fugassa, na Ligúria; crescentina, em Bolonha; schiacciata, em Roma, Florença e em algumas áreas da Itália Central; fitascetta, na Lombardia. Na Sicília, o nome varia de acordo com o formato: a retangular e baixa é conhecida como scaccia ou scaccetta; redonda e cozida em assadeira funda vira ‘mpanata. Pode ser simples ou combinada com vários ingredientes. Doce ou salgada. E também feita em forma de torta, com recheio entremeado à massa. Entretanto, há um cuidado fundamental na hora do consumo: precisa ser servida quentinha, recém-tirada do forno.A focaccia mais célebre leva apenas um pouco de sal grosso, um raminho de alecrim e óleo de oliva. Simples, perfumada, deliciosa. Mas, em 2000 anos de história, a massa foi combinada com incontáveis produtos, das ervas aromáticas aos queijos, sem esquecer os embutidos, legumes e até peixes, dando origem a diversas variações regionais.
Na cidade lígure de San Remo, a especialidade é a sardenara, uma focaccia com sardinhas e anchovas. Em Gênova, também na Ligúria, uma das versões mais apreciadas incorpora cebola cortada em finíssimas fatias, enquanto na Lombardia costuma ser preparada com cebolas caramelizadas e açúcar. Na Sicília, batizada com o nome de scaccia, leva presunto cozido, anchova, queijo caciocavallo, cebola e azeitona preta.

l`italia è più rica in vino…. 04/06/2009

Posted by danielrickes in gastronomia.
Tags: , , , , ,
add a comment

magesO País da bota, mágico, inebriante, contagioso, diverso, apaixonante, e muito talentoso pela diversidade de vinhos, e pela sua geografia que cria inúmeros micro-climas, basicamente o que eu vi foi no Sul um calor insurpotável, no centro um clima mais fresco pela altitude dos Apeninos, e o Norte e Nordeste tendo uma influência muito forte dos Alpes, que diga de passagem são LINDOS, mas em se tratando de vinhos, eu experimentei de todas as regiões, e percebi que no Sul os vinhos por causa do calor excessivo eles tem um altíssimo teor de tanino, no centro é menos, e no norte são vinhos elegantes, inesquecíveis, perguntado a um vinicultor ele me disse que na Itália são mais de 450 tipos de uvas, e mais de 550 mil vinhedos. Existem histórias maravilhosas que envolvem os vinhos, um exemplo é a uva Barbera, que até a época de 1980 era um vinho diluído, e que agora figura como um dos vinhos mais exuberantes da Itália. E para identificar a qualidade dos vinhos foi criada na década de 60 uma Lei reguladora para a produção de uvas e vinhos, e foi dividido assim: Vino da Tavola, vinho de mesa regional para consumo em grande escala, IGT (indicazione geografica tipica) são uvas que abrangem uma área não específica ex. a Sicilia, DOC (denominazione di origine controllata) são mais de 250 docs basicamente precisam obedecer aos tipos de uvas que podem ser plantadas e o limite de hectolitros por hectare. DOCG (denominazione di origine contrallata e garantita) é a nata dos vinhos só os melhores, apenas 30 regiões da Italia pertencem a essa categoria, ex. Barolo, Barbaresco, Chianti Classico, Brunello di Montalcino e Amarone. Só de escrever aqui já sinto saudades de ver os vinhedos crescendo, a colheita, etc…etc…deixo isso na imaginação de vcs.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.